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2ª edição do “Reconhecendo Salvador” leva alunos para conhecer o Subúrbio

O projeto tem como objetivo quebrar preconceitos e apresentar partes esquecidas de Salvador

19 de julho de 2019 |

Fotos: Ascom Fundação 2 de Julho

O Colégio 2 de Julho (C2J), realizou a segunda edição do projeto “Reconhecendo Salvador”, que acontece desde o ano passado com o objetivo de apresentar localidades de Salvador.  Alunos do 6º ao 9º do ensino fundamental II e da 1ª série do ensino médio, realizaram uma atividade de campo pelos bairros do subúrbio de Salvador.

Durante a atividade, que resultou num passeio de trem que passa por dez bairros, indo da Calçada a Paripe, e depois seguindo para um passeio pela orla de São Tomé do Paripe, os alunos receberam recomendações para realizarem anotações sobre as belezas, as paisagens e outras características locais para a produção de questionários sobre o Bairro de Paripe, uma maquete da Ponte São João, relatórios sobre os demais bairros, dentre outras atividades.

Alunos conhecendo São Tomé do Paripe

Aprendizagem

Os alunos foram acompanhados pela coordenadora do ensino fundamental II e ensino médio do C2J,  professora Jeane Bandeira, que enfatizou a questão da desmistificação do subúrbio e da quebra de preconceitos. “Não só o centro de Salvador é lindo, não só o Farol da Barra. Nós precisamos excluir esse preconceito sobre o subúrbio de Salvador”, disse a coordenadora durante orientação, reiterando que não era apenas um passeio, mas uma aula de campo para produção de atividades nas disciplinas Geografia, Artes e História.

Professora e coordenadora, Jeane Bandeira, dando orientações antes da saída para atividade, no C2J

Junto com a coordenadora, estavam colaboradores dando apoio e dois historiadores da casa, os professores Emanuele Morais e Alex Ferreira. A professora Emanuele Morais explicou para os alunos a historiografia do subúrbio. “Essas partes marginalizadas buscam formas de viver, mesmo esquecidas pelo poder público. Por isso não devemos olhar com preconceito”, disse.

Para a professora de história, a atividade desperta para o contato com diversas realidades da cidade. “É um trabalho que trata da questão da realidade do subúrbio, mas não dissociado da questão da cultura, dos valores, da produção econômica, de trabalho, de força do suburbano. Trata-se de um local que tem um valor historiográfico muito importante para a construção da cidade de salvador

A colaboradora Daniela Santiago com a professora Emanuele Morais, após o passeio de trem.

A aluna Bianca Farias, 14 anos, da 1ª série do ensino médio, falou sobre a importância de, junto com os colegas, participar deste projeto. “Desde o ano passado, que foi quando começou o projeto, eu percebi a importância dele, porque por mais que as pessoas falem que conhecem a cidade, a gente percebe que não conhece. Eu já conhecia o subúrbio por conta do trabalho dos meus pais”, explica.

Bianca Farias, aluna da 1ª série do ensino médio, durante passeio por São Tomé.

Para a aluna, a oportunidade de conhecer o subúrbio de perto é fantástica. “É uma baita oportunidade para conhecer porque é muito bonito. É uma mistura grande de cultura e a gente não consegue ter toda uma noção só conhecendo o centro”. Sobre qual parte da atividade Bianca mais gostou, o passeio de trem foi o escolhido. “Eu gostei quando a gente foi no trem e viu aquela paisagem maravilhosa. É como se fosse uma parte de Salvador que é diferente de todo o resto, como se fosse algo do exterior”, afirma.

O professor Alex Ferreira, professor de Sociologia e História, comentou sobre os aspectos apresentados e discutidos em sala de aula antes da atividade de campo. “Nós mostramos primeiro um vídeo em sala sobre o trajeto de trem.  Mostrei um pouco da história da estação de trem, que ajudou a desenvolver não só Salvador mas o subúrbio ferroviário”, relatou. Além disso, aspectos sócioeconômicos da região, como a atividade das marisqueiras, foram abordadas pelo professor.

Confira mais fotos da atividade abaixo: