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Momento Cultural reúne comunidade e escola para incentivo à leitura

Autores brasileiros consagrados foram relembrados e autores infantis participaram do projeto com oficinas

15 de abril de 2019 |

Fotos: Ascom Fundação 2 de Julho

Aconteceu no último sábado, 13, o Momento Cultural com foco na literatura brasileira, em comemoração à semana da literatura, no Colégio 2 de Julho (C2J). O evento que trouxe pais e comunidade para interação com os alunos e suas produções relembrou autores como Clarice Lispector, Machado de Assis, Llima Barreto e Carlos Drummond, além de estimular a criatividade literária em alunos da educação infantil e fundamental I . O professor Marcos Baruch Portela, diretor geral da Fundação 2 de Julho (FDJ), acompanhou de perto as atividades realizadas.

Para o diretor geral,  este projeto é importante para a formação destes alunos para que eles conheçam a essência da nossa literatura. “A literatura é onde geralmente as comunidades expressam os seus melhores sentimentos. E hoje o C2J, com essas apresentações de todas as turmas, evoca esses principais autores que traduziram nas suas obras a nossa sociedade ao longo dos anos e isso é importantíssimo para a formação deles enquanto membros da sociedade brasileira, permitindo que eles também promovam ao longo de suas vidas a possibilidade de novas perspectivas para o nosso país”, diz.

O diretor geral da Fundação 2 de Julho, Marcos Baruch Portela, destacou a  importância do incentivo à leitura na educação infantil

Para a coordenadora do ensino fundamental II e ensino médio, professora Jeane Bandeira, o evento estimula o envolvimento com a leitura e com a produção artística. “Estas ações incentivam o aluno a entrar neste universo da literatura”, explica.

A professora e coordenadora do ensinos fundamental II e ensino médio, Jeane Bandeira, acompanhou de perto os processos para as apresentações relativas ás atividades produzidas em sala

As alunas Vitória Jordana Barreto, 13 anos, Júlia Gramacho, 14 anos e Rafaela Leal, 14 anos, do 9º ano do ensino fundamental destacaram que a forma de ensino fora da sala de aula, de maneira não convencional, estimula ainda mais o conhecimento. “É muito legal ter algo extracurricular porque apesar de ser uma atividade avaliativa, ela é fora dos padrões”, avalia Vitória Barreto.  Júlia Gramacho e Rafaela Leal disseram compartilhar do mesmo sentimento reiterando a importância de conhecer detalhes da biografia dos autores.

Da direita para esquerda: Ingrid Santos, Ana Cecília Amaral, professor Alex Barbosa, Vitória Jordana, Júlia Gramacho e Thiago Lemos

“Ver que eles chegaram a algum lugar, até pela condição social deles, faz a gente  pensar sobre as dificuldades que algumas pessoas importantes passaram para se tornarem reconhecidas e isso motiva”, disse Júlia Gramacho. Rafaela Leal gostou de conhecer mais sobre a trajetória de Lima Barreto, autor escolhido para um estudo mais aprofundado por sua turma. “Eu gostei muito de trabalhar com Lima Barreto porque ele é negro e ele fala muito sobre esta questão no Brasil nas obras dele”.

Produções em sala

O projeto começou na sala de aula, no início do ano letivo com os professores incentivando a leitura e produções como os desenhos feitos pelos alunos com base nas histórias e capas dos livros ou com a produção de cordéis.  Para Ingrid Santos, aluna do 1ª série do ensino médio, o incentivo à produção artística é atrativo. “Não vi isto em todas as escolas que eu estudei antes”, afirmou. Para Thiago Lemos, também aluno do 1ª série do ensino médio, a parte mais interessante do projeto foi a produção de cordéis sobre a história de Machado de Assis. “A gente fez a criação de um cordel sobre o autor, contando sobre toda a vida dele”.

O professor de história e sociologia do colégio, Alex Barbosa, trouxe para a sala a experiência artística que tem com a música. Sob a sua coordenação, os alunos musicaram o poema “E agora, José?”, de Carlos Drummond Andrade. “O teatro, uma aula passeio, uma visita ao museu, uma exposição fotográfica ou um evento como este também formam um aluno. Os alunos se revelam nesse momento. Esse é o momento em que você abre para a família, abre para a comunidade para mostrar e incentivar a produção cultural e esta é a importância do C2J estar fazendo esse projeto envolvendo todo o grupo escolar”, explica o professor.

Durante o evento também esteve presente o professor Carlos Amaral, diretor pedagógico do C2J.  “A gente espera com estes projetos que os nossos alunos possam crescer de forma cidadã. O objetivo também é para que a cidadania seja exercida de forma mais livre e espontânea”, afirma o professor que acompanhou de perto as atividades extraclasse.

O diretor Carlos Amaral interagindo com os alunos do ensino fundamental II e ensino médio durante preparação para apresentação

Educação Infantil

Apesar de ainda não desfrutarem da leitura de forma plena, os alunos da educação infantil e fundamental I contaram com a presença dos autores infantis Bruno Miranda, Matheus Anjos e Fabiana Jane, além do ilustrador Vitor Souza, que contaram histórias e auxiliaram professores durante as oficinas que aproximam os pais da educação de seus filhos dentro da escola.

Autores se apresentaram e comentaram sobre a importância da leitura para o público infantil

O aluno do 3º ano do ensino fundamental, Arthur Gabriel Passos, 9 anos, teve a ajuda do pai, Antônio Marcos Passos, para escrever palavras como honestidade, amor e respeito. “Eu estou pintando, escrevendo e estou desenhando, mas eu gosto mais de escrever”, explicou Arthur.

Arthur Gabriel e Antônio Marcos durante oficina da turma do 3º ano do C2J

Antônio Marcos comenta estar satisfeito com a escolha que fez para a educação do filho. “Eu estou apaixonado pelo colégio, as atividade e os profissionais. O ambiente escolar é muito propício para que ele possa, neste processo da imaginação, aprender e aprimorar o que ele já conhece. É tudo integrado. Ele consegue ligar o que ele aprende na sala de aula com a vida e eu agradeço muito”, acrescentou.

Para a professora do fundamental I, Rita de Cássia, há 35 anos trabalhando com educação, é fundamental a parceria entre a família e a escola. “Eu acho que a gente precisa sempre caminhar assim, juntos e de forma lúdica. A gente também precisa sempre respeitar o jeito dos nossos alunos e filhos. Cada um tem seu momento e a gente precisa ter um olhar diferenciado para cada criança”, explica a professora.

A professora Rita de Cássia, já aposentada, decidiu voltar à sala de aula por amor à educação

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